Precisamos parar para pensar sobre a curiosa condição em que se vive hoje. Que é igual à de ontem, mas completamente diferente. Não dá mais pra ficar sem sentir, como se não houvesse mais nada para acreditar. Mas não é assim, vão caindo as convicções artificiais e a dúvida desce, como uma neblina que ilude a sirene.
O referencial não tem a origem definida, e isso me agrada e me deixa com um certo otimismo em relação ao futuro. E é exatamente esse sentimento que me dá força e esperança, como se eu pudesse reinventar horizontes para manhãs abandonadas. Quando se tem uma âncora deste tipo, a confiança cresce. Isto é perturbador para quem está de fora e fica por entender que apesar do estado do mar ter se agravado, nunca se tinha atingido tal estabilidade.